.:.TwisteD.:.


Desgraça não vende.

é difícil ser feliz. pode acreditar. haha ser feliz é muito leve. viver leve não dá público. todo mundo quer seu público e vida simples não vende. fazendeiros naturalistas felizes e pelados não vendem ingresso. desgraça, solidão e pouco amor. isso vende no mundo todo. o llugar comum da tristeza vende.

se alienar das notícias, dos medos, das paranóias.

se voltar somente para artes, aquitetura, literatura, patrimonio histórico, filmes, cores, roupas feitas, comida, vinho quente, amor, foda com tesão, banho quente, ballet, postura, revistas, recortes, livros baratos, desenho de criança, amor, fotografia, sapatos, viagens, cobertor, passatempo, vícios na tv, cultura, sapatilha, filhos, natureza, árvores, borboleta, yoga, cabelo, abraços, música, batatas e legumes, vida simples.



Escrito por Lets às 00h33
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Por que se contentar com tão pouco?

Escrito por Lets às 22h18
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eu nao tenho sentido dor. é estranho nao estar descontente. só saudade. talvez eu tenha secado um pouco. folha seca. nada é tão entusiasmente e tudo se quebra na sem gracesa do dia a dia. melancolia superficial. pessoas desconhecidas. relaçoes de um dia. amigos de 2 horas. tudo passando rápido demais e nada faz sentido. passa, passa.

Escrito por Lets às 22h45
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Manifesto Antropofágico

Só a Antropofagia nos une. Socialmente. Economicamente. Filosoficamente.

Única lei do mundo. Expressão mascarada de todos os individualismos, de todos os coletivismos. De todas as religiões. De todos os tratados de paz.

Tupi, or not tupi that is the question.

Contra todas as catequeses. E contra a mãe dos Gracos.

Só me interessa o que não é meu. Lei do homem. Lei do antropófago.

Estamos fatigados de todos os maridos católicos suspeitosos postos em drama. Freud acabou com o enigma mulher e com outros sustos da psicologia impressa.

O que atropelava a verdade era a roupa, o impermeável entre o mundo interior e o mundo exterior. A reação contra o homem vestido. O cinema americano informará.

Filhos do sol, mãe dos viventes. Encontrados e amados ferozmente, com toda a hipocrisia da saudade, pelos imigrados, pelos traficados e pelos touristes. No país da cobra grande.

Foi porque nunca tivemos gramáticas, nem coleções de velhos vegetais. E nunca soubemos
o que era urbano, suburbano, fronteiriço e continental. Preguiçosos no mapa-múndi do Brasil.

Uma consciência participante, uma rítmica religiosa.

Contra todos os importadores de consciência enlatada. A existência palpável da vida. E a mentalidade pré-lógica para o Sr. Lévy-Bruhl estudar.

Queremos a Revolução Caraíba. Maior que a Revolução Francesa. A unificação de todas as revoltas eficazes na direção do homem. Sem nós a Europa não teria sequer a sua pobre declaração dos direitos do homem.

A idade de ouro anunciada pela América. A idade de ouro. E todas as girls.

Filiação. O contato com o Brasil Caraíba. Ori Villegaignon print terre. Montaigne. O homem natural. Rousseau. Da Revolução Francesa ao Romantismo, à Revolução Bolchevista, à Revolução Surrealista e ao bárbaro tecnizado de Keyserling. Caminhamos.

Nunca fomos catequizados. Vivemos através de um direito sonâmbulo. Fizemos Cristo nascer na Bahia. Ou em Belém do Pará.

Mas nunca admitimos o nascimento da lógica entre nós.

Contra o Padre Vieira. Autor do nosso primeiro empréstimo, para ganhar comissão. O rei-analfabeto dissera-lhe: ponha isso no papel mas sem muita lábia. Fez-se o empréstimo. Gravou-se o açúcar brasileiro. Vieira deixou o dinheiro em Portugal e nos trouxe a lábia.

O espírito recusa-se a conceber o espírito sem o corpo. O antropomorfismo. Necessidade da vacina antropofágica. Para o equilíbrio contra as religiões de meridiano. E as inquisições exteriores.

Só podemos atender ao mundo orecular.

Tínhamos a justiça codificação da vingança. A ciência codificação da Magia. Antropofagia. A transformação permanente do Tabu em totem.

Contra o mundo reversível e as idéias objetivadas. Cadaverizadas. O stop do pensamento que é dinâmico. O indivíduo vítima do sistema. Fonte das injustiças clássicas. Das injustiças românticas. E o esquecimento das conquistas interiores.

Roteiros. Roteiros. Roteiros. Roteiros. Roteiros. Roteiros. Roteiros.

O instinto Caraíba.

Morte e vida das hipóteses. Da equação eu parte do Cosmos ao axioma Cosmos parte do eu. Subsistência. Conhecimento. Antropofagia.

Contra as elites vegetais. Em comunicação com o solo.

Nunca fomos catequizados. Fizemos foi Carnaval. O índio vestido de senador do Império. Fingindo de Pitt. Ou figurando nas óperas de Alencar cheio de bons sentimentos portugueses.

Já tínhamos o comunismo. Já tínhamos a língua surrealista. A idade de ouro.

Catiti Catiti

Imara Notiá

Notiá Imara

Ipeju*

A magia e a vida. Tínhamos a relação e a distribuição dos bens físicos, dos bens morais, dos bens dignários. E sabíamos transpor o mistério e a morte com o auxílio de algumas formas gramaticais.

Perguntei a um homem o que era o Direito. Ele me respondeu que era a garantia do exercício da possibilidade. Esse homem chamava-se Galli Mathias. Comia.

Só não há determinismo onde há mistério. Mas que temos nós com isso?

Contra as histórias do homem que começam no Cabo Finisterra. O mundo não datado. Não rubricado. Sem Napoleão. Sem César.

A fixação do progresso por meio de catálogos e aparelhos de televisão. Só a maquinaria. E os transfusores de sangue.

Contra as sublimações antagônicas. Trazidas nas caravelas.

Contra a verdade dos povos missionários, definida pela sagacidade de um antropófago, o Visconde de Cairu: - É mentira muitas vezes repetida.

Mas não foram cruzados que vieram. Foram fugitivos de uma civilização que estamos comendo, porque somos fortes e vingativos como o Jabuti.

Se Deus é a consciênda do Universo Incriado, Guaraci é a mãe dos viventes. Jaci é a mãe dos vegetais.

Não tivemos especulação. Mas tínhamos adivinhação. Tínhamos Política que é a ciência da distribuição. E um sistema social-planetário.

As migrações. A fuga dos estados tediosos. Contra as escleroses urbanas. Contra os Conservatórios e o tédio especulativo.

De William James e Voronoff. A transfiguração do Tabu em totem. Antropofagia.

O pater famílias e a criação da Moral da Cegonha: Ignorância real das coisas+ fala de imaginação + sentimento de autoridade ante a prole curiosa.

É preciso partir de um profundo ateísmo para se chegar à idéia de Deus. Mas a caraíba não precisava. Porque tinha Guaraci.

O objetivo criado reage com os Anjos da Queda. Depois Moisés divaga. Que temos nós com isso?

Antes dos portugueses descobrirem o Brasil, o Brasil tinha descoberto a felicidade.

Contra o índio de tocheiro. O índio filho de Maria, afilhado de Catarina de Médicis e genro de D. Antônio de Mariz.

A alegria é a prova dos nove.

No matriarcado de Pindorama.

Contra a Memória fonte do costume. A experiência pessoal renovada.

Somos concretistas. As idéias tomam conta, reagem, queimam gente nas praças públicas. Suprimarnos as idéias e as outras paralisias. Pelos roteiros. Acreditar nos sinais, acreditar nos instrumentos e nas estrelas.

Contra Goethe, a mãe dos Gracos, e a Corte de D. João VI.

A alegria é a prova dos nove.

A luta entre o que se chamaria Incriado e a Criatura - ilustrada pela contradição permanente do homem e o seu Tabu. O amor cotidiano e o modusvivendi capitalista. Antropofagia. Absorção do inimigo sacro. Para transformá-lo em totem. A humana aventura. A terrena finalidade. Porém, só as puras elites conseguiram realizar a antropofagia carnal, que traz em si o mais alto sentido da vida e evita todos os males identificados por Freud, males catequistas. O que se dá não é uma sublimação do instinto sexual. É a escala termométrica do instinto antropofágico. De carnal, ele se torna eletivo e cria a amizade. Afetivo, o amor. Especulativo, a ciência. Desvia-se e transfere-se. Chegamos ao aviltamento. A baixa antropofagia aglomerada nos pecados de catecismo - a inveja, a usura, a calúnia, o assassinato. Peste dos chamados povos cultos e cristianizados, é contra ela que estamos agindo. Antropófagos.

Contra Anchieta cantando as onze mil virgens do céu, na terra de Iracema, - o patriarca João Ramalho fundador de São Paulo.

A nossa independência ainda não foi proclamada. Frape típica de D. João VI: - Meu filho, põe essa coroa na tua cabeça, antes que algum aventureiro o faça! Expulsamos a dinastia. É preciso expulsar o espírito bragantino, as ordenações e o rapé de Maria da Fonte.

Contra a realidade social, vestida e opressora, cadastrada por Freud - a realidade sem complexos, sem loucura, sem prostituições e sem penitenciárias do matriarcado de Pindorama.


OSWALD DE ANDRADE Em Piratininga
Ano 374 da Deglutição do Bispo
Sardinha." (Revista de Antropofagia,
Ano 1, No. 1, maio de 1928.)



Escrito por Lets às 00h55
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Eu sou tão cíclica. Tão igual. Anos saem, anos entram e me sinto do mesmo jeito. Período pré-menstrual de merda.



Como mencionei com a Bruna ontem: eu tenho medo. Do tempo passar. É muito trsite que as coisas passem tão rápido assim. O ano está passando muito rápido. Aquela melancolia pega a gente. Olhar fotos, não tão velhas, mas reparar que passou e não volta mais, isso é ruim. "Matamos o tempo e ele nos enterra." É isso mesmo. Porque todo mundo vai acabar, meu irmão não vaimais gargalhar assim. Ele vai crescer, assim como eu cresci. Noites de sono passam, brincadeiras passam, abraços passam, os nossos pais passam. E existe coisa mais triste que isso? Lembrar das coisas boas que não voltam mais? Os otimistas dirão: tempos bons ainda estão por vir. Pois é. E como não sou otimista, digo que eles vão passar antes do que eu perceba, assim como percebo que semana passada eu estava mais satisfeita comigo e com tudo do que estou hoje. Não estou em um estado ruim, ou coisa parecida. Estou silenciosa. Com duas únicas ceretzas: de que tudo passa e que a gente morre. Good things will pass.



Escrito por Lets às 14h29



Escrito por Lets às 01h54
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o ser humano é um filho da puta insatisfeito de merda.

Escrito por Lets às 03h44
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Hey Boy

he he he hey boy
o teu cabelo tá bonito hey boy
tua caranga até assusta hey boy
vai passear na rua augusta
hey he he hey boy
teu pai já deu tua mesada hey boy
a tua mina tá gamada
mas você nunca fez nada
no pequeno mundo do teu carro
o tempo é tão pequeno!
teu blusão importado
tua pinta de abonado
tuas idéias modernas
he he he hey boy
mas teu cabelo tá bonito hey boy
tua caranga até assusta hey boy
vai passear na rua augusta
a menina e as pernas
vão aparecer
nos passos ritmados
do yê yê yê bem dançado
da cuba-libre gelada
hey boy, viver por viver
hey boy, viver por viver
hey boy, viver por viver
hey boy


Escrito por Lets às 01h21
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Andrew Largeman: Fuck, this hurts so much.
Sam: I know it hurts. But it's life, and it's real. And sometimes it fucking hurts, but it's life, and it's pretty much all we got.

 

 

*bom, sei lá. as pessoas são pretensiosas e querem ganhar a todo custo. querem dizer coisas pra encher o saco e fazer alguem se sentir mal. saco cheio. cortando isso da minha vida.



Escrito por Lets às 03h00
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http://www.youtube.com/watch?v=J2cGoditWpA&search=Filho%20do%20Capeta

Escrito por Lets às 02h15
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The United States of Leland

Traduzido como "O Mundo de Leland", que mais uma vez estraga as coisas. Um filme ótimo e sensivel. Um daqueles filmes em que você fica ouvindo a música levemente triste enquanto sobem os créditos. Vi duas vezes. Chorei só na primeira. Chorei de leve. haha Escrevi sobre o filme e algumas partes no meu caderninho. Uma das coisas que eu pude escrever é que como nos livros, os filmes também falam por você em determinadas partes. E é bom ler/ver, enfim, ver traduzido em algumas partes, momentos do filme ou de um livro, uma parte de você, do que você sente. Talvez por isso as pessoas gostem de livros e filmes. Se encontram. A maioria das pessoas não sabe muito bem desembaralhar os pensamentos e sentimentos. E derepente você vê isso em algum lugar. Um encontro. Leland me fez pensar em muitas coisas. Na condição dos doentes mentais e da segunda vez em que estava assistindo, me lembrei de outro filme "As Chaves de Casa". Uma outra abordagem, que me desarmou um pouco, sobre o que eu penso a respeito desse tema, um pouco delicado, que só vale ser debatido numa conversa e não em um maldito blog. Enfim, assista.

 

 



Escrito por Lets às 01h21
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Old Boy

Muito bom. Com o japones mais bonito que já vi. haha veja que relevante. Aliás, são coreanos. O filme é coreano. E gostaria de ter visto com mais calma. Vi um pouco picado. Metade ontem, metade hoje. Mas mesmo assim foi bom. Muito bom. Bem aconselhável.

E a Amelie versão oriental. hahaha

Pois é. Não estou aqui para fazer analise de filme. Gosto de pensar neles. E só.



Escrito por Lets às 01h11
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preguiça de apagar o blog.

talvez escrever sobre si nao seja o melhor. nunca foi.

talvez comece a ecsrever sobre os filmes que eu vi. mas agora nao dá tempo.



Escrito por Lets às 13h35
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Today's fortune:
You will be fortunate in everything

and i ask myself, would you care at all? nem sei por que essa musica está na minha cabeça. 



Escrito por Lets às 00h42
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Mais e mais mudanças. Acho que esse ano vai ser o ano das mudanças radicais. hahaha comecei hoje a trabalhar. Não sei ainda como vai ser direito, mas foi bem legal. Estou quebrada e sei que amanhã de manhã nao vou à academia. haha Minha perna está foda. Vou dormir como um bebê hoje. E estou bem feliz com tudo. Com as minhas relações com as pessoas, com os acontecimentos, com o clima, com tudo. Está tudo muito bom. Boa noite, boa noite!

Escrito por Lets às 00h40
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Hoje comprei um caderninho barato, uma lapiseira barata e uma borrachinha igualmente barata. Pretendo escrever nele ao invés de escrever aqui. Escrever as coisas na hora que acontecem. Mas sei que vou vez ou outra, passar por aqui. Essa semana começou diferente. Eu comecei a ginástica um tanto quanto pesada, estou toda doendo. E fui hoje ao centro. Fui no sesc pegar umas informações e passei pela biblioteca municipal mas não pude fazer a "carteirinha do leitor" porque não tinha 2 reais e sim apenas 1. Foi frustrante. Mas valeu. Até a vista. =*

Escrito por Lets às 00h10
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